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Atividades da residência multiprofissional segue beneficiando comunidades de Garanhuns

A residência multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na população do campo é a primeira do Brasil nesta modalidade Pioneira no Brasil, a Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na população do campo, que está sendo realizada...

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A residência multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na população do campo é a primeira do Brasil nesta modalidade

Pioneira no Brasil, a Residência Multiprofissional em Saúde da Família com ênfase na população do campo, que está sendo realizada em Garanhuns, já tem obtido bons resultados. Ao todo, são nove profissionais que estão atuando nas seguintes especialidades: Enfermagem, Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional. Os nove profissionais de saúde estão atuando nas localidades rurais e quilombolas de Garanhuns: Estivas, Castainho, Estrela e Tigre. Além de oportunizar uma qualificação profissional aos residentes, a residência beneficiará a população rural do município, facilitando o acesso destes aos serviços de saúde.

Os primeiros meses da residência consiste na territorialização da comunidade. Juntamente aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS’s), os residentes fazem o mapeamento da área, fazendo um diagnóstico da localidade, identificando as necessidades de cada população. Essa modalidade de residência faz com que os profissionais se aproximem da rotina das comunidades, alguns até pelo fato de estarem morando na própria localidade, e isso faz com que esses residentes tenham essa visão mais ampliada à respeito de todos os aspectos que possam interferir na saúde da população. O trabalho dos profissionais não se limita ao atendimento nas unidades de saúde, mas eles atuam em atividades que envolvem, por exemplo, educação, assistência social, olhando todos os âmbitos da vida do indivíduo, incluindo o seu trabalho, sua escola e seus familiares.

Este programa, em Garanhuns, que é o primeiro do Brasil nesta modalidade, tem o objetivo de superar a invisibilidade e negligência histórica da saúde da população do campo. “É muito bom para a gente ter esses profissionais de vários ramos aqui perto. Qualquer necessidade que temos, é bem melhor de conseguir assistência”, comentou Zumira Izídio, agricultora, que reside na comunidade quilombola Castainho. A residência supre o déficit dos serviços de saúde para essas comunidades mais afastadas e, por eles estarem mais próximos da população, favorece na identificação das situações de risco, potencializando o atendimento, propondo e implementando a resolução dos problemas de saúde.

“O que nos faz sair de nossas casas e vir morar aqui, em uma comunidade, bem diferente do que vivíamos, é um sentimento. Não é trabalhar por trabalhar, mas por saber que tem pessoas que precisam da gente. É um trabalho em prol da saúde da população”, afirmou a terapeuta ocupacional, Fernanda Ferreira. Para a enfermeira Chyrleide Cunha estar inserida na mesma comunidade é fundamental para criar um vínculo com a população e poder oferecer o que eles necessidade. “Não é nada que o profissional chega e impõe algo, mas construímos junto com a população de acordo com o que eles necessitam. Através de conhecer A história e a cultura dessa comunidade, a gente pode construir algo junto com eles, para fazer alguma intervenção”, ressaltou a profissional.

De acordo com o secretário de Saúde de Garanhuns, Alfredo de Góis, essa residência trará um grande avanço para a saúde nas comunidades que estão recebendo esses profissionais e, por ser a primeira do Brasil, servirá de modelo para outros municípios do país. “É um privilégio para nós, poder estar cooperando na realização de um trabalho que é o primeiro do país. Apesar de fazer pouco tempo que iniciou, nós já temos observado grandes resultados, até mesmo pelo fedback da população que está sendo beneficiada. Saber que essas comunidades estão satisfeitas é gratificante para nós”, afirmou o titular da pasta.

A assistente social que faz parte da residência, Iris Pontes, comentou sobre a experiência de morar na mesma comunidade onde está atuando. “Estar morando aqui, quebra qualquer relação de hierarquia entre profissionais de saúde e população. Essa proximidade nos faz vivenciar os problemas que essas pessoas vivenciam, e a partir disso, nós podemos saber o que influencia na vida e saúde dessa população. Essa experiência nos engrandece não só como profissional, mas é um fortalecimento enquanto ser humano mesmo, isso garante uma atuação profissional muito mais qualificada, pois a gente constrói junto com a população como será nossa intervenção nessa comunidade”, afirmou Íris.

O programa é coordenado pela Universidade de Pernambuco (UPE) Campus Garanhuns, em parceria com a Secretaria de Saúde de Garanhuns, com o apoio do Campus Recife, em parceria com o movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Quilombola, Coletivo de Saúde no Campo, Escola do Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE) e Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). A formação pretende consolidar a compreensão dos processos de transformações sociais, comprometidos com a qualidade de vida dessa população. A residência nessas comunidades será uma forma de confrontar a desigualdade social, na atenção a saúde.

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Texto e fotos: Ruthe Santana
Informações para a imprensa:
(Secom/PMG)

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