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Secretaria da Mulher aborda temática da religião e violência doméstica nas igrejas de Garanhuns

por EDMÉA UBIRAJARA 21 de fevereiro de 2018 De acordo com levantamento da Secretaria da Mulher de Garanhuns, entre os 1.577 atendimentos registrados em 2017, 60% das mulheres se declararam católicas praticantes e 20% evangélicas. Os números motivaram a criação...

por EDMÉA UBIRAJARA

21 de fevereiro de 2018

De acordo com levantamento da Secretaria da Mulher de Garanhuns, entre os 1.577 atendimentos registrados em 2017, 60% das mulheres se declararam católicas praticantes e 20% evangélicas. Os números motivaram a criação da ação Religião e Violência Doméstica: Revendo Paradigmas, que leva orientação às instituições religiosas que podem atuar como suporte para as vítimas. No fim de semana, a Paróquia contemplada foi a de São Sebastião, na Boa Vista e os próximos a receber as profissionais da Secretaria serão os pastores presbiterianos, no dia 26 de fevereiro.

A secretária da Mulher, Walkiria Alves, adianta que a igreja pode despertar para o papel social que possui e transformar a realidade. “Diante dos números vemos que esse trabalho tem que ser feito, de não aceitar violência como um fardo que santifica, nem que a torna mais sábia porque ‘a mulher sábia edifica sua casa’”, reflete. Os dados podem ser justificados, segundo Walkiria, porque existe o olhar de que a mulher deve suportar, ser fortaleza e aí ela não denuncia. “Então é isso que a gente precisa transformar, trabalhar isso de forma linear ao longo do ano, não somente ações pontuais. As ações pontuais despertam, mas se não tem uma continuidade”, completa.

O trabalho vem sendo feito desde o ano passado, mas em 2018 o apoio de lideranças cristãs está ainda maior e envolve todos os grupos das igrejas para que haja a abordagem em todos os âmbitos e faixas etárias sobre a violência contra a mulher. Ao final da Quaresma Cristã será realizado um momento de culminância e outro ciclo recomeça. “Mesmo devagar, começamos a despertar para a não normalidade da violência e para a necessidade de transformar isso porque é um caso de saúde pública que envolve segurança pública, mercado de trabalho, polícias, Poder Judiciário e outros tantos setores”, destaca a secretária.

Para Sandra Paes de Araújo, do distrito Caluête, a discussão desse tema na igreja é válida uma vez que torna todos mais atentos aos sinais. “Nunca vi na minha comunidade, mas sei que acontece muita violência como ela falou agora. É muito bom levar projeto para dentro da comunidade, conversar, tentar reunir as pessoas para ir mudando aos pouquinhos, porque do jeito que tá é complicado”, declara.

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