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Mulheres cegas de Garanhuns participam de Congresso Estadual

Elas são mães, solteiras ou casadas, que trabalham fora ou como donas de casa, têm o ensino médio, nível superior, ou até cursam mestrado, mas acima de tudo, são mulheres. No dia a dia enfrentam dificuldades como qualquer outra pessoa,...

Elas são mães, solteiras ou casadas, que trabalham fora ou como donas de casa, têm o ensino médio, nível superior, ou até cursam mestrado, mas acima de tudo, são mulheres. No dia a dia enfrentam dificuldades como qualquer outra pessoa, porém acentuadas pela deficiência visual, que elas buscam superar com muita força de vontade e fé. O preâmbulo aqui, diz respeito a quatro mulheres cegas de Garanhuns, que estarão presentes no Congresso Estadual sobre Mulheres com Deficiência, que acontece nestes dias 10 e 11 de outubro, no Hotel Jangadeiro em Boa Viagem/ Recife, das 08h às 17h.

Albéria Inácio, Elizangela Gomes, Edna Fernandes e Lenice Couto, são integrantes da Associação dos Deficientes Visuais do Agreste Meridional de Pernambuco – ADVAMPE, e juntas serão levadas pela Coordenadoria da Mulher de Garanhuns, ao referido evento na capital pernambucana. A ida destas mulheres vem fortalecer os trabalhos e lutas desenvolvidas em favor delas. O evento busca o empoderamento de Mulheres com Deficiência, elas receberão informações sobre seus direitos na sociedade, com a aplicação da Lei Maria da Penha.

Segundo Eliane Simões, Coordenadora da Mulher de Garanhuns, estas mulheres ficam mais sujeitas à vitimização, principalmente pelas limitações da deficiência, tornando-as mais vulneráveis. Porém na Lei Maria da Penha (Lei Nº 11340/2006), existe um artigo específico, com penalidade maior para homens agressores de mulheres com deficiência física. “Trata-se do Artigo 44, parágrafo 11 da referida Lei, no qual consta o agravamento da pena para os agressores por se tratar, justamente, da impossibilidade de defesa destas mulheres”, informou a coordenadora.

“A deficiência não faz você maior ou menor. É a vontade de lutar e enfrentar desafios que faz a diferença. Não é uma deficiência que faz você ser anormal. Afinal, ninguém é igual. Normal é não ter deficiência? Mas quem é normal? Ser diferente é que é ser normal”, declarou Lenice Couto, gestora do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual- CAP, professora, Mestranda em Ciências da Educação, técnica educacional estadual e atualmente também Assessora da Secretaria de Gênero da Organização Nacional de Cegos do Brasil.


Texto: Cássia Amaral
Fotos: Cássia Amaral
Informações para a imprensa
Cássia Amaral – (87) 9639-4784
Secom/ PMG 

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